Usina Nardini

Geotecnologia e revolução técnico-científica: O futuro, agora, na Nardini

Geotecnologia e revolução técnico-científica: O futuro, agora, na Nardini
Geotecnologia e revolução técnico-científica: O futuro, agora, na Nardini
Geotecnologia e revolução técnico-científica: O futuro, agora, na Nardini
Geotecnologia e revolução técnico-científica: O futuro, agora, na Nardini
Geotecnologia e revolução técnico-científica: O futuro, agora, na Nardini
Geotecnologia e revolução técnico-científica: O futuro, agora, na Nardini
Geotecnologia e revolução técnico-científica: O futuro, agora, na Nardini
Geotecnologia e revolução técnico-científica: O futuro, agora, na Nardini

Geotecnologia e revolução técnico-científica: O futuro, agora, na Nardini

Alan de Oliveira, Gestor de Topografia, trabalha na Nardini há 18 anos, quando os cálculos, a medição de área, o mapeamento, a alocação de curvas de nível e a demarcação de propriedades eram feitos à mão. "Hoje os softwares processam e entregam as informações praticamente prontas, isso abre um leque de informações absurdo. Você começa a ter controle de tudo e vê detalhe de tudo", narra Fábio Cordeiro Silva, Supervisor de Operações do Departamento de Geotecnologia.

A topografia existe na usina há mais de 20 anos. A evolução das tecnologias
utilizadas na área representa mais que uma reforma na rotina de trabalho, trata-se de uma revolução técnico-científica - envolve uma gama de ferramentas no campo da geografia e um contexto de globalização. Isso culminou na criação do Departamento de Geotecnologia da Nardini. De acordo com Fábio, "a área vem evoluindo ano a ano. Começou no básico, com medições, e veio evoluindo até a parte de geoprocessamento, sistematização de área, projeto de preparo, projeto de plantio, piloto automático nas colhedoras - a topografia faz o desenho da área e sistematiza. A agricultura de precisão determina as linhas de plantio e depois vai ser passada uma colhedora para o trator plantar nessa linha, certinho, para depois a colhedora vir fazendo a colheita exatamente naquela linha. É um leque de trabalho gigante. A própria sistematização de áreas mudou com a utilização de equipamentos modernos como GPS, torre...".

Além da agilidade, essa evolução do Departamento contribui para a assertividade,
redução de tempo das atividades, precisão e redução de custos "o trabalho é muito exato, são centímetros de deslocamento, um, dois centímetros ou menos, em uma linha de cana, por exemplo", ressalta Fábio.

"Na parte do geoprocessamento a gente atua em cartografia, usamos mapas, dados tabulários, planilhas e transformamos esses dados em mapas. Utilizamos imagens de satélite, de drones e com essas informações processamos as áreas. As imagens de satélites trazem informação de massa, de alguma anomalia no canavial e de altimetria, para sabermos o nível do terreno, através das aclividades. Pelas imagens de drone, identificamos as falhas de plantio das propriedades, se está crescendo alguma erva daninha, classificamos aquela erva daninha para o pessoal de aplicação ir até lá e aplicar o produto certo", explica Rafael Roberto Pereira, Analista de Geoprocessamento. Fábio complementa - "em vez de fazer na área total, a aplicação é feita só em cima da mancha da planta, isso reduz o tempo de aplicação, a utilização e volume do produto, então é legal para a questão ambiental, devido à redução de uso, por se tratar de uma aplicação localizada".

Previsões resultam em decisões mais acertadas acerca de processos e elaboração
de estratégias eficazes. "Eu já consigo ver aqui, por simulação, o comprimento da linha, onde vai ser melhor o processo de sulcação, o desnível do terreno. Estudamos a área antes. Depois que é feito o plantio, não tem como mudar. Antes, era definido na hora como ia ser o plantio, hoje não, já tem um mapa, um projeto para eles", expõe Rafael. Fernando Parizatti - Gestor Agrícola (agricultura de precisão), complementa: "até o trajeto do caminhão de cana sai daqui. A colheita é pensada aqui, as manobras e o trajeto. Onde o caminhão vai entrar e onde vai fazer a volta para retornar para a usina. A gente consegue prever tudo aqui".

Devido ao volume de informação "que aumentou demais, a gente consegue enxergar muita coisa hoje. A acurácia da informação e precisão hoje, são outras. É muito exato. A gente têm o modelo do terreno no computador. Antes tinha que ir lá para fazer esse trabalho. Agora conseguimos definir qual a curvatura de nível por aqui. E a empresa ganhou bastante com isso", comenta Alan.

Taís Aparecida Ferreira Galani, Analista de Geoprocessamento, única mulher do
departamento, é responsável pela parte operacional. "Depois de todo esse processo eu finalizo o mapa de plantio. Eles trazem o levantamento depois do plantio e eu faço os mapas operacionais".

O Departamento de Geotecnologia também "envolve desde o arrendamento, pagamento de funcionários, financiamento, jurídico, até o cálculo de tudo o que é pago. Isso tudo sai daqui. Por exemplo, o banco vai fazer um financiamento, a gente manda a área certa, mostra quais são os lugares exatos das matrículas. Isso tudo é bem preciso", declara Alan. Por ser um trabalho de precisão que demanda concentração e atenção, "a gente tem que ter tranquilidade e silêncio, porque é tudo muito detalhado, com a mudança de espaço temos agora uma sala para a realização dos projetos, onde podem ser estudadas e discutidas várias possibilidades para a excelência e o aumento de produtividade do canavial. O departamento já existia, mas não era, fisicamente, um departamento. Agora, com a nova sala, é um Departamento de Geotecnologia, e isso traz uma importância maior para o trabalho da equipe", encerra Fábio.

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