Usina Nardini

PROVOCAR INCÊNDIO É CRIME: Prejuízo ao meio ambiente, saúde e colheita. Nossa safra é crua e mecanizada

PROVOCAR INCÊNDIO É CRIME: Prejuízo ao meio ambiente, saúde e colheita. Nossa safra é crua e mecanizada

PROVOCAR INCÊNDIO É CRIME: Prejuízo ao meio ambiente, saúde e colheita. Nossa safra é crua e mecanizada

No período de julho a setembro, devido às altas temperaturas, ventos fortes e tempo seco, o risco e ocorrência de incêndios aumentam. "Uma grande parcela está relacionada à imprudência do ser humano - bituca de cigarro e fogo em lixo de área rural. E nessa época de vento, estiagem prolongada, umidade relativa do ar baixa, o fogo acaba alastrando, passando para as vegetações. Infelizmente, tem também o pessoal que é maldoso, que quer prejudicar e põe fogo em vegetação propositalmente", esclarece Anderson Rodrigo Robes, Supervisor de SSMA (Saúde, Segurança do Trabalho e Meio Ambiente) da Nardini.

"Em geral, a maior parte dos focos de incêndios em canaviais originam-se nas áreas paralelas a rodovias ou regiões de fácil acesso da população", comenta Nayara Jassyani Difrogi, Analista Ambiental da Nardini.

Ao avistar fogo em vegetação, entre em contato com a usina mais próxima "o pessoal da portaria, de imediato chama pelo rádio a brigada florestal, responsável pelo combate", informa Rodrigo. "Qualquer fumaça suspeita ou foco de incêndio em cana ou em mata, deve ser comunicada imediatamente ao corpo de bombeiros ou à usina mais próxima, hoje as usinas têm estrutura específica para realizar o controle adequadamente", complementa Nayara.

Você sabe qual a diferença entre queimada e incêndio?
De acordo com Rodrigo, queimada "era uma prática adotada como método facilitador, pré-colheita. Era controlada, feita no período noturno, com bombeiros. Hoje nós não utilizamos esse método, ele foi sanado desde 2017, com o protocolo etanol mais verde, protocolo agroambiental". Já os incêndios têm origem desconhecida e são descontrolados.

Quem ganha com isso?
São muitos os impactos negativos dos incêndios, na flora, na fauna silvestre (muitos animais morrem queimados) e "também são muito prejudiciais à questão da qualidade do ar, prejudicando toda a comunidade, ninguém ganha com isso, todos saem perdendo" alerta Rodrigo. "Um dos pontos mais críticos quando acontece um incêndio é a emissão de gás de efeito estufa na atmosfera - gás carbônico, monóxido de carbono, óxido nitroso, metano e a formação do ozônio, além da poluição do ar atmosférico pela fumaça e fuligem" esclarece Nayara.

A usina tem uma série de prejuízos com os incêndios, "acabam eliminando, queimando a matéria orgânica que poderia ficar exposta no solo para preservar a umidade, a gente deixa de trazer essa palha para utilizar na cogeração de energia, infelizmente são só prejuízos mesmo, têm lugares onde, se você pega uma palhada com uma rebrota, você diminui a produtividade do canavial" finaliza Rodrigo. Outras consequências dos incêndios são a aceleração do processo de erosão do solo, agravada pela falta de cobertura vegetal e a diminuição do equilíbrio ecológico.

Sobre os prejuízos agronômicos decorrentes de incêndios, Daniel Assis, Supervisor de Operações Agrícolas da Nardini, aponta a "eliminação de predadores naturais, como algumas pragas, gerando a necessidade do uso de agrotóxicos e herbicidas para controle de ervas daninhas que se desenvolvem rapidamente após a queima. Se o incêndio acontece em áreas já tratadas com adubo, herbicida e controle de pragas, tudo isso é perdido e precisamos refazer".

Além disso, este ano está mais seco, em relação aos anteriores, conforme Daniel, "está atípico. Numa área incendiada, até a brotação é dificultada, chega a ocorrer a perda do canavial. Em anos com mais chuva, o canavial brotaria de novo, mas na condição desse ano, se pega fogo no canavial, dificilmente vai brotar, então o prejuízo é muito grande, tanto agronômico, quanto ambiental. Quando a temperatura chega a mais de 100 graus, a atividade biológica do solo é gravemente afetada, consequentemente, a fertilidade dele".

Sobre o momento atual

COVID-19